Roubo de 348 drones DJI no México: Entenda quais medidas foram tomadas.
10/09/2026Fonte: https://www.hangpai.org/2026/09/37167.html/
Data: 01/09/2026
Aconteceu um roubo grande de equipamentos DJI no México. Um lote de 348 drones, câmeras e acessórios que tinha acabado de sair da alfândega do Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA) foi levado. O Grupo HB, que é quem opera oficialmente a DJI no México, confirmou o caso, correu para bloquear os aparelhos remotamente e registrou boletim de ocorrência
Segundo a imprensa mexicana, o roubo foi no dia 19 de agosto de 2026, no trecho de saída do aeroporto AIFA, na cidade de Zumpango. O caminhão levava equipamentos DJI novos, ainda lacrados, do aeroporto até o centro de armazenamento oficial da marca em Querétaro. Assim que saiu da área aduaneira, o veículo foi interceptado e a carga toda foi levada.
O Grupo HB é a única empresa parceira da DJI no México responsável por importação, armazenamento, distribuição e controle de risco pós-venda. Os equipamentos roubados são modelos populares de consumo: drones das séries DJI Mini e DJI Air, além das câmeras de mão com gimbal da série Osmo Pocket. Junto foram levados carcaças, baterias inteligentes, componentes de estabilização, controles e vários consumíveis de manutenção. O valor de mercado do lote passa de 4 milhões de pesos mexicanos (+/- R$1.200.000,00) — é o maior roubo de drones registrado no México recentemente.
O que a DJI e a HB fizeram
Assim que o roubo foi confirmado, a sede da DJI e o Grupo HB ativaram o nível mais alto de controle de risco. A equipe técnica bloqueou permanentemente os 348 aparelhos direto nos servidores, usando o número de série único de cada um para banir o dispositivo no backend. Isso trava as permissões mais básicas do equipamento.
Na prática, todos os drones e câmeras roubados nunca mais vão conseguir ativar como aparelho novo, vincular conta, atualizar pela internet, voar, gravar imagem ou exportar arquivo. Ou seja: nenhuma função principal funciona.
O bloqueio é de hardware, não é só de software
Esse ponto é importante. Não é aquele bloqueio comum que dá pra contornar. É uma restrição permanente em nível de hardware. Não tem como fazer flash de firmware, crackear, fazer jailbreak ou desbloquear por modificação. Do ponto de vista técnico, isso fecha completamente a porta para os aparelhos roubados irem parar em mercado de usados, mercado cinza ou serem usados de forma ilegal, seja comercial ou pessoal.
Números de série divulgados
O Grupo HB divulgou os prefixos dos números de série dos aparelhos roubados:
- ANG5P0x001
- ANDGQP6A001
- ANGZP
- ANGZN
Com esses códigos, dá pra verificar a origem do equipamento. A recomendação para distribuidores, lojas de usados e consumidores é clara: não comprem nem vendam esses aparelhos. Qualquer transação com eles é inválida e ilegal, e o dispositivo simplesmente não funciona.
Investigação em andamento
A polícia do estado do México já abriu inquérito. O foco é investigar esse caso de interceptação direcionada de carga e as quadrilhas de roubo logístico que atuam há tempo nos arredores do aeroporto AIFA. Segundo dados do setor logístico mexicano, o trecho de saída da cidade do AIFA tem histórico ruim de segurança, com roubos frequentes de cargas de alto valor.
O caso também levantou discussão nos setores de tecnologia e logística sobre segurança no transporte de mercadorias caras e sistemas de rastreamento. Várias empresas já disseram que vão reforçar escolta e rastreamento em tempo real.
Até a publicação da matéria, ninguém tinha sido preso e a carga não tinha sido recuperada. O caso segue em investigação.
NR: Infelizmente essa ocorrência existe no mundo todo, assim como smartphones, muitos peças de drones bloqueados vão para o mercado de peças do país, ou talvez o destino seja de volta para a China (existe uma matéria muito interessante da BBC nesse link). Mas enfim, e isso traz uma certa desconfiança de, será que aquela peça eletrônica que compramos da China não foi “reciclada” proveniente de algum crime? Para pensar.


